quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Yanni: Voices


Em um de seus mais recentes trabalhos, o grego Yanni resolveu mergulhar em um clima "sangue latino", nos brindando com a produção "Voices", registrado ao vivo em Acapulco, no México.
Ficou interessante e diferente ver o estilo do Yanni misturado com um romantismo mais quente e teatral, como nesta performance do cantor  Ender Thomas com a cantora Chloe.
No entanto a produção é mais ampla e conta também com outros gêneros musicais, mas sempre com o tempero místico/musical marca registrada de Yanni.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A Mídia e a Petrobras

A estratégia é a mesma de sempre: criar fatos midiáticos para desestabilizar um dos maiores orgulhos da história do Brasil.
Não poderíamos deixar de publicar esta carta aberta no dia de hoje.
Fonte: O Tijolaço (Fernando Brito).

michelle

"Não precisa de qualquer comentário, exceto o de que há dignidade neste mundo, a carta da petroleira Michele Daher Vieira ao jornal O Globo e à repórter Letícia Vieira, autora do texto Petrobras: a nova rotina do medo e tensão na estatal.
Michele é uma das pessoas que aparecem na foto usada pelo jornal para induzir o leitor a que, de fato, há um clima de terror na empresa, com medo de “de represálias e de investigações”, além de demissões.
A carta de Michelle é um orgulho para os sentimentos de decência humana e uma vergonha para a minha profissão, que deveria ser a de buscadores da verdade e não da construção da mentira.
E a prova de que gente como Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco e outros que engordaram roubando a Petrobras são um grão de areia entre milhares e milhares de homens e mulheres de bem, que trabalham ali não só como profissionais corretos e competentes, mas como brasileiros que amam o seu país."

Carta aberta à Leticia Fernandes e ao jornal O Globo

"Antes de tudo, gostaria de deixar bem claro que não estou falando em nome da Petrobras, nem em nome dos organizadores do movimento “Sou Petrobras”, nem em nome de ninguém que aparece nas fotos da matéria. Falo, exclusivamente, em meu nome e escrevo esta carta porque apareço em uma das fotos que ilustram a reportagem publicada no jornal O Globo do dia 15 de fevereiro, intitulada “Nova Rotina de Medo e Tensão”.
Fico imaginando como a dita jornalista sabe tão detalhadamente a respeito do nosso cotidiano de trabalho para escrever com tanta propriedade, como se tudo fosse a mais pura verdade, e afirmar com tamanha certeza de que vivemos uma rotina de medo, assombrados por boatos de demissões, que passamos o dia em silêncio na ponta das cadeiras atualizando os e-mails apreensivos a cada clique, que trabalhamos tensos com medo de receber e-mails com represálias, assim criando uma ideia, para quem lê, a respeito de como é o clima no dia a dia de trabalho dentro da Petrobras como se a mesma o estivesse vivendo.
Acho que tanta criatividade só pode ser baseada na própria realidade de trabalho da Letícia, que em sua rotina passa por todas estas experiências de terror e a utiliza para descrever a nossa como se vivêssemos a mesma experiência. Ameaças de demissão assombram o jornal em que ela trabalha, já tendo vários colegas sendo demitidos[1], a rotina de e-mails com represálias e determinando que tipo de informação deve ser publicada ou escondida devem ser rotina em seu trabalho[2], sempre na intenção de desinformar a população e transmitir só o que interessa, mantendo a população refém de informações mentirosas e distorcidas.
Fico impressionada com o conteúdo da matéria e não posso deixar de pensar como a Letícia não tem vergonha de a ter escrito e assinado. Com tantas coisas sérias acontecendo em nosso país ela está preocupada com o andar onde fica localizada a máquina que faz o café que nós tomamos e com a marca do papel higiênico que usamos. Mas dá para entender o porque disto, fica claro para quem lê o seu texto com um mínimo de senso crítico: o conteúdo é o que menos importa, o negócio do jornal é falar mal, é dar uma conotação negativa, denegrir a empresa na sua jornada diária de linchamento público da Petrobras. Não é de hoje que as Organizações Globo tem objetivo muito bem definido[3] em relação à Petrobras: entregar um patrimônio que pertence à população brasileira à interesses privados internacionais. É a este propósito que a Leticia Fernandes serve quando escreve sua matéria.
Leticia, não te vejo, nem você nem O Globo, se escandalizado com outros casos tão ou mais graves quanto o da Petrobras. O único escândalo que me lembro ter ganho as mesma proporção histérica nas páginas deste jornal foi o da AP 470, por que? Por que não revelam as provas escondidas no Inquérito 2474[4] e não foi falado nisto? Por que não leio nas páginas do jornal, onde você trabalha, sobre o escândalo do HSBC[5]? Quem são os protegidos? Por que o silêncio sobre a dívida da sonegação[6] da Globo que é tanto dinheiro, ou mais, do que os partidos “receberam” da corrupção na Petrobras? Por que não é divulgado que as investigações em torno do helicoca[7] foram paralisadas, abafadas e arquivadas, afinal o transporte de quase 500 quilos de cocaína deveria ser um escândalo, não? E o dinheiro usado para construção de certos aeroportos em fazendas privadas em Minas Gerais [8]? Afinal este dinheiro também veio dos cofres públicos e desviados do povo. Já está tudo esclarecido sobre isto? Por que não se fala mais nada? E o caso Alstom[9], por que as delações não valem? Por que não há um estardalhaço em torno deste assunto uma vez que foi surrupiado dos cofres públicos vultosas quantias em dinheiro? Por que você e seu jornal não se escandalizam com a prescrição e impunidade dos envolvidos no caso do Banestado[10] e a participação do famoso doleiro neste caso? Onde estão as manchetes sobre o desgoverno no Estado do Paraná[11]? Deixo estas perguntas como sugestão e matérias para você escrever já que anda tão sem assunto que precisou dar destaque sobre o cafezinho e o papel higiênico dos funcionários da Petrobras.
A você, Leticia, te escrevo para dizer que tenho muito orgulho de trabalhar na Petrobras, que farei o que estiver ao meu alcance para que uma empresa suja e golpista como a que você trabalha não atinja seu objetivo. Já você não deve ter tanto orgulho de trabalhar onde trabalha, que além de cercear o trabalho de seus jornalistas determinando “as verdades” que devem publicar, apoiou a Ditadura no Brasil[12], cresceu e chegou onde está graças a este apoio. Ao contrário da Petrobras, a empresa que você se esforça para denegrir a imagem, que chegou ao seu gigantismo graças a muito trabalho, pesquisa, desenvolvimento de tecnologia própria e trazendo desenvolvimento para todo o Brasil.
Quanto às demissões que estão ocorrendo, é muito triste que tantas pessoas percam seu trabalho, mas são funcionários de empresas prestadoras de serviço e não da Petrobras. Você não pode culpar a Petrobras por todas as mazelas do país, e nem esperar que ela sustente o Brasil, ou você não sabe que não existe estabilidade no trabalho no mundo dos negócios? Não sabe que todo negócio tem seu risco? Você culpa a Petrobras por tanta gente ter aberto negócios próximos onde haveria empreendimentos da empresa, mas a culpa disto é do mal planejamento de quem investiu. Todo planejamento para se abrir um negócio deveria conter os riscos envolvidos bem detalhados, sendo que o maior deles era não ficar pronta a unidade da Petrobras, que só pode ser culpada de ter planejado mal o seu próprio negócio, não o de terceiros. Imputar à Petrobras o fracasso de terceiros é de uma enorme desonestidade intelectual.
Quando fui posar para a foto, que aparece na reportagem, minha intenção não era apenas defender os empregados da injustiça e hostilidades que vem sofrendo sendo questionados sobre sua honestidade, porque quem faz isto só me dá pena pela demonstração de ignorância. Minha intenção era mostrar que a Petrobras é um patrimônio brasileiro, maior que tudo isto que está acontecendo, que não pode ser destruída por bandidos confessos que posam neste jornal como heróis, por juízes que agem por vaidade e estrelismos apoiados pelo estardalhaço e holofotes que vocês dão a eles, pelo mercado que só quer lucrar com especulação e nunca constrói nada de concreto e por um jornal repulsivo como O Globo que não tem compromisso com a verdade nem com o Brasil.
Por fim, digo que cada vez fica ainda mais evidente a necessidade de uma democratização da mídia, que proporcionará acesso a uma diversidade de informação maior à população que atualmente é refém de uma mídia que não tem respeito com o seu leitor e manipula a notícia em prol de seus interesses, no qual tudo que publica praticamente não é contestado por não haver outros veículos que o possa contradizer devido à concentração que hoje existe. Para não perder um poder deste tamanho vocês urram contra a reforma, que se faz cada vez mais urgente, dizendo ser censura ou contra a liberdade de imprensa, mas não é nada além de aplicar o que já está escrito na Constituição Federal[12], sendo a concentração de poder que algumas famílias, como a Marinho detém, totalmente inconstitucional.
Sendo assim, deixo registrado a minha repugnância em relação à matéria por você escrita, utilizando para ilustrá-la uma foto na qual eu estou presente com uma intenção radicalmente oposta a que ela foi utilizada por você."
Fontes:
[1] Demissões nas Organizações Globo:
http://www.conexaojornalismo.com.br/…/demissoes-do-globo-es…
http://radiodeverdade.com/tag/demissoes-na-radio-globo/
http://www.parana-online.com.br/editor…/almanaque/…/836519/…
http://www.portalimprensa.com.br/…/o+globo+faz+cortes+na+re…
http://blogs.odia.ig.com.br/…/globo-inicia-demissoes-no-jo…/
[2] Exemplos de o que deve e não deve ser publicado
http://www.brasildefato.com.br/node/31315
http://www.pragmatismopolitico.com.br/…/globo-ordena-que-no…
http://www.conversaafiada.com.br/…/globo-censura-reporter-…/
[3] Objetivos
http://www.municipiosbaianos.com.br/noticia01.asp…
http://www.aepet.org.br/…/Prezado-a-companheiro-a-da-Petrob…
http://www.viomundo.com.br/…/sordida-campanha-dos-marinho-c…
https://petroleiroanistiado.wordpress.com/…/petrobras-sob-…/
https://fichacorrida.wordpress.com/…/rede-globo-de-corrupc…/
[4] Inquérito 2474
http://www.cartacapital.com.br/…/em-sigilo-ha-7-anos-inquer…
http://www.ocafezinho.com/…/inquerito-2474-ja-esta-na-inte…/
http://www.istoe.com.br/…/…/345927_ERRO+HISTORICO+NA+AP+470+
http://www.brasil247.com/…/Nassif-STF-vai-abrir-segredo-de-…
[5] Escândalo do HSBC
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-assombroso-silen…/
http://economia.ig.com.br/…/reino-unido-investiga-hsbc-por-…
http://economia.estadao.com.br/…/hsbc-entenda-o-escandalo-…/
http://economia.ig.com.br/…/receita-esta-de-olho-em-corrent…
http://www.brasil247.com/…/Sonega%C3%A7%C3%A3o-no-HSBC-%C3%…
[6] Sonegação Globo
http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=4664
http://www.ocafezinho.com/…/os-documentos-da-fraude-da-glo…/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/injusto-e-pagar-im…/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/como-o-processo-de…/
[7] Helicoca
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-dcm-apresenta-no…/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-papel-cada-vez-m…/
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/categorias/helicoca/
[8] Aeroportos Mineiros
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-a-midia-na…/
http://www1.folha.uol.com.br/…/1493571-aecio-neves-a-verdad…
http://www1.folha.uol.com.br/…/1488587-governo-de-minas-fez…
http://www.pragmatismopolitico.com.br/…/trafico-de-cocaina-…
http://www.plantaobrasil.com.br/news.asp?nID=82339
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/aecio-nomeou-desem…/
[9] Alstom
http://www1.folha.uol.com.br/…/1281123-brasil-e-unico-que-n…
http://tijolaco.com.br/blog/?p=24684
[10] Banestado
http://www.redebrasilatual.com.br/…/o-caso-banestado-a-petr…
http://www1.folha.uol.com.br/…/1267100-justica-anula-punica…
http://ultimosegundo.ig.com.br/…/lentidao-da-justica-livrou…
[11] Beto Richa e o Paraná
http://www.pragmatismopolitico.com.br/…/beto-richa-quebrou-…
http://www.redebrasilatual.com.br/…/curitiba-a-pauta-da-reb…
[12] Globo e a Ditadura
http://www.pragmatismopolitico.com.br/…/editorial-globo-cel…
http://www.brasildefato.com.br/node/25869
http://altamiroborges.blogspot.com.br/…/as-diretas-ja-e-o-c…
http://www.viomundo.com.br/…/faz-30-anos-bom-jornalismo-da-…
http://www.viomundo.com.br/…/fabio-venturini-no-golpe-dos-e…
http://www.viomundo.com.br/…/exclusivo-as-entrevistas-feroz…
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/abrir-empresa-em-p…/
[12] CF/88
Diz o artigo 220 da Carta, no inciso II do parágrafo 3°:
II – estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.
Já o parágrafo 5° diz:
Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.
E o artigo 221. por sua vez, prescreve:
Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:
I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
II – promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;
III – regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;
IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Meditando com o Dr. Brian Weiss

Tenho colocado alguns posts simultaneamente neste espaço e no Blog do Luiz Felipe Muniz.
O objetivo, óbvio, é chegar a um número maior de pessoas.
Este é um deles.
É que me lembrei que há alguns anos me dediquei bastante a leituras de assuntos contidos em livros como os do Dr. Brian Weiss (acho que sua especialidade é Psiquiatria).
Ele procura unir pesquisas científicas à espiritualidade, bem como à tentativa de aplicação da medicina à conhecimentos filosóficos orientais milenares.
Faz tempo que não leio livros assim mas esses dias, tentando dar uma organizada em livros e discos, achei um CD qua andava meio perdido em tantos títulos e que na época veio encartado em um livro chamado "Meditando com Brian Weiss".
Ouvi muito as meditações dirigidas contidas naquele CD e lembrei que na época havia convertido para mp3 no sentido de poder levar as narrações em pen-drivers e smartphones. Transformei-a em "meditação portátil". :)
Resolvi dar uma olhada no You Tube para ver se alguém tinha colocado alguma daquelas ali e achei.
É essa que reproduzo a seguir.
Em tempos de crises planetárias e pessoais, uma parada de cerca de 27 minutos de olhos fechados pode trazer alívio ou até mesmo, quem sabe, soluções definitivas para algum tipo de problema.
No mínimo vai te fazer relaxar um pouco. Se conseguir parar durante 27 minutos.



"Exercício de relaxamento profundo extraído do livro "Meditanto com Brian Weiss", de Brian Weiss. O dublador é Márcio Seixas (também conhecido como o Batman nos desenhos do próprio e da Liga da Justiça). Recomendo que você o escute pela primeira vez com os olhos abertos para "sentir" do que se trata. Depois, caso ele tenha te agradado, feche os olhos e apenas se permita passar pelos 27 minutos de relaxamento que o exercício propõe.

Não é hipnose, é relaxamento profundo. Você terá plena consciência do que está ocorrendo (na hipnose, você literalmente "apaga" e o hipnotizador decide se você se lembrará ou não do que ocorreu).

Escolha um local e um horário onde você não será incomodado(a) durante os 27 minutos de duração do exercício. Fique com os olhos fechados e, se desejar, faça-o deitado(a) (se bem que aí você corre o sério risco de dormir) ou sentado(a) confortavelmente numa cadeira com os dois pés nos chão e as duas mãos sobre suas coxas. Eu costumo fazê-lo deitado e geralmente caio no sono. Às vezes é um sono consciente, às vezes não, mas eu sempre acordo perto do final, quando ele pede para acordarmos."

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Móveis com múltiplas utilidades para pequenos espaços

Nunca gostei desses móveis que, através de engrenagens, se transformam em outros.
As ideias são boas mas nem sempre a realização sai a contento.
Mas esta minha opinião vem do início, da época em que esses "utilitários" começaram a surgir.
Reconheço que evoluíram muito em design e na efetivação do projeto.
Com a diminuição no tamanho dos apartamentos e com as pessoas querendo mais espaço livre dentro de casa, essas são opções possíveis de serem consideradas hoje em dia no planejamento do mobiliário.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Good Times: as baladas românticas do Scorpions

Um dos temas que deveriam ser predominantes neste blog é música.
Mas tenho feito menos posts sobre o assunto do que gostaria.
Confesso que tento evitar política, meio-ambiente, economia, mídia, relações internacionais, etc. mas mesmo assim ainda tem tido poucos sons por aqui.
Os assuntos citados na verdade deveriam ser os motores propulsores do blog neste momento mundial tão difícil e que requer soluções complexas. A bem da verdade nem sabemos o que se desenha para o futuro a média e longo prazos com essas inúmeras e incessantes crises planetárias. Mas podemos agir de alguma forma a respeito.
Ocorre que, ao longo dos últimos cinco anos, essas preocupações foram predominantes nas postagens feitas no Blog do Luiz Felipe Muniz, em que atuava - ou ainda atuo - em parceria com o amigo titular.
Assim, tenho preferido, aqui neste espaço, me dar um "refresco" e abordar temática mais leves.
Pode ser alguma coisa do tipo "fiz a minha parte" ou "desisto de tentar salvar o mundo". Enfim, cansei. Pelo menos por enquanto.
Fuga? Falta de perspectiva? Alienação? Entrada no time dos "massificados"? Desencanto? Pode ser. Não estou preocupado com isso. Pelo menos por enquanto. Mas sei que deveria.
Assim, vamos de música.
E não é carnavalesca que é o que está rolando em todo canto desde a semana passada.
Uma das bandas de Hard-Rock ou Heavy-Metal que mais gosto não vem da Inglaterra, nem dos EUA nem do Brasil.
É da terra da Angela Merkel (vai de retro!) e chama-se Scorpions. Não é desconhecida no Brasil não. Veio no primeiro Rock in Rio e teve alguns temas em trilhas de novelas.
Talvez o reconhecimento internacional deva-se a uma faceta particular da banda: embora sejam mestres no "rock pesado", normalmente sempre registram pelo menos uma bela balada romântica em cada disco que lançaram ao longo de mais de 40 anos de carreira e mais de 30 discos lançados.
Selecionei quatro delas que acho que vocês se lembrarão. Mas eles tem várias outras. Recomendo que pesquisem. Se gostarem.
Good Times.







terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

New Age + Heavy Metal

A música está presente em minha vida desde sempre.
E vai ser assim até o fim.
Não como músico ou criador musical ou produtor.
Apenas como ouvinte e eventualmente como divulgador através de breves textos.
Assim, sempre estou envolvido com discos, vídeos, arquivos musicais, revistas especializadas, livros, etc.
Com uma vantagem (desvantagem para muitos): gosto de quase todos os gêneros musicais, desde que seja música boa para meus ouvidos e emoções.
E mesmo quando não estou ou não posso colocar a música em primeiro plano de minhas atenções, ela costuma estar presente sempre, como fundo musical do trabalho, de tarefas caseiras, de leituras, etc.
Ao ver um bom filme - outra de minhas paixões - fico atento também à trilha sonora e ao papel que desempenha na cena.
Corciolli
E acho que - para qualquer pessoa - a solidão passa longe (para quem se incomoda com ela) quando se tem a companhia de um bom livro e um bom disco.
Amantes musicais e colecionadores como este escriba estão sempre descobrindo coisas novas. "Garimpeiros" de sons. Se já era assim antes da Internet, imaginem agora com toda essa facilidade.
Só como exemplo, há alguns minutos atrás - pensando em fazer um texto sobre músicos que se dedicam à New Age no Brasil - achei acidentalmente esta inusitada parceira dos paulistas Corciolli e André Matos.
Corciolli é um tecladista e compositor que tem dedicado a vida a criar sonoridades de tons místicos e espiritualistas de rara beleza.
Já o André Matos se destaca como cantor de fama internacional por sua atuação em bandas de Heavy Metal como Viper, Angra e Shaman.
Como assim? New Age e Heavy Metal juntos? Isso não é uma contradição? E ainda por cima músicos brasileiros?
Pois é. Vejam só. Eu gostei.



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Carnaval & Chocolate


E como estamos no carnaval nos lembramos da... Páscoa!
Na quarta-feira de cinzas começa o período da Quaresma, contagem regressiva para esta importante data cristã.
Mas este post tem objetivos menos nobres.
Qualquer hora faço um de caráter religioso, prometo!
É que agora me lembrei foi de chocolate.
É porque, depois de um churrasco com cerveja. Depois que para tudo. Depois de um bom banho e um relax, parece que o organismo pede um doce. E se for chocolate de alto nível tá muito bom!
Selecionei umas curiosidades em vídeo sobre o nobre doce. Mas os chocolates propriamente ditos vocês vão ter de comprar. E podem exagerar de vez em quando. Esqueçam por alguns momentos essa história de calorias. Afinal, é carnaval!
Sobre os vídeos, começamos com uma fábrica na... Letônia! Não me peçam para traduzir. Mas podem ficar com água na boca.









domingo, 15 de fevereiro de 2015

O que te faz sair da cama todos os dias pela manhã?

Taí uma pergunta que pode adquirir tons existenciais.
Tipo, 'qual o sentido da vida'?
Mas logo no domingo de carnaval...?!
Como estamos no clássico feriadão carnavalesco podemos ficar até a hora que quisermos embaixo dos lençóis.
Por exemplo, escrevo essas mal traçadas linhas na cama. Ainda bem que o notebook é leve.
Depois de esgotarmos todo o sono necessário podemos pegar um livro ou jornal para ler, ver TV, ouvir música ou qualquer outra atividade compatível, como não fazer absolutamente nada, por exemplo.
Sempre tem um cansaço físico ou mental esperando por mais muitas horas de cama.
Então levantar para quê neste feriado? Pode ser para ir à praia ou para começar a preparar aquele clássico churrasco. Essas são boas opções de incentivo para abandonar a posição horizontal, mas não fazem parte do dia a dia normal. Bem, pelo menos do meu. Torço para que seja do seu.
E, considerando que os chamados "dias úteis" são os que nos obrigam a ter horário marcado para começar o dia, me pergunto se quem já se livrou dessas obrigações continua com essa crise existencial: "sair da cama para quê?".
O sempre certeiro e irônico Luis Fernando Veríssimo, em recente crônica, nos dá uma luz no fim do túnel, ou melhor, um real motivo para além da cama.
Para sair da cama
"Chega a um ponto em que você precisa ter uma razão muito forte para sair da cama de manhã. Né não? Um motivo sério, imperativo, irrecusável para se levantar, escovar os dentes, tomar banho, se vestir e sair para a vida, em vez de ficar na cama o dia inteiro. Estas razões são cada vez mais escassas. E precisam ser hierarquizadas e colocadas numa perspectiva.

Razão nº 1 para sair da cama de manhã: mudar o mundo. Difícil. Sua capacidade para regenerar a humanidade e salvar o planeta da autodestruição é zero. Mesmo se acordasse com superpoderes e, depois de se certificar que sua sensação de onipotência não era efeito da ressaca da noite anterior, saísse para a tarefa de acabar com a insensatez humana e as barbaridades no mundo, não saberia por onde começar.

Dizem que o próprio Super-Homem disse “cansei”, desistiu de combater o mal e hoje vive de levar crianças para voar num parque de diversões. Ou então fica na cama o dia inteiro.

Outra razão para sair da cama de manhã: trabalhar. Uma razão nobre. Ganhar a vida honestamente. Garantir meu sustento sem explorar ninguém e garantir o uísque das crianças. Mas já trabalhei demais. As crianças estão encaminhadas na vida. Não me pedem mais dinheiro. Ou me pedem e eu finjo que não ouço, o que é a mesma coisa.

O tipo de trabalho que eu faço, na tabela das atividades que afetam a vida e o conhecimento das pessoas, está em 65º lugar, logo depois de empalhador de marmotas. Se eu ficasse o resto da vida na cama, sem trabalhar, ninguém iria notar a diferença.

Razão nº 3 para sair da cama: a perspectiva de um bom café da manhã. Mas um bom café da manhã pode ser servido na cama. O único problema seria convencer sua mulher que você acordou paralisado e precisa do iogurte na boca — todos os dias!

Outra razão para sair da cama: dar o exemplo. O que diriam os outros cidadãos de um homem ainda razoavelmente saudável e ambulante que prefere ficar na cama o dia inteiro? O que diriam a mulher, os filhos, os vizinhos, a posteridade?

Meu legado seria o de alguém que concluiu que nada vale a pena e tudo é inútil, começando por sair da cama. Minha postura seria a de uma estátua simbolizando uma revolta contra a morte e o absurdo da existência, só que na horizontal. Meu legado seria de preguiça, certo, mas de uma preguiça com fundo filosófico.

A última e decisiva razão para sair da cama de manhã: você precisa fazer xixi. Não tem jeito: você sai da cama."
Luis Fernando Veríssimo

sábado, 14 de fevereiro de 2015

69 tons de cinza

Vou lhes confessar uma coisa muito importante: não li a trilogia "Cinquenta Tons de Cinza" da escritora britânica E. L. James.
Ora direis: "Mas como, um milionário best-seller erótico e você não lê?" Provavelmente por isso. O melhor da literatura sexual (vou usar este termo, ainda é melhor do que "pornô") não costuma se transformar em best-seller. Experiência própria de leitor inveterado de todos os estilos.
Além disso, na época do sucesso da obra em questão, estava com pouco tempo livre e muita coisa para ler. Bem, isso continua até hoje. Desde sempre. Aí sou obrigado a ser criterioso.
Se não li livro, ótima oportunidade agora é ver o filme recém-lançado.
Mais ou menos. Tem filmes que só quem leu o livro vai dar o devido valor. Tem outros que o livro é mil vezes melhor que o filme. E tem livros sofríveis que dão ótimos filmes.
Eventualmente nem um nem outro cumprem a promessa de decolar, dependendo do leitor, é claro.
Estava nessa, vendo o trailer da película (acho que hoje não é mais película; é tudo digital) quando me deparei com a análise abaixo, publicada na Mashable e DCM.
Não dou muita bola para críticos embora possam eventualmente servir como referência.
Pelo que disse, nem os três livros nem o filme até agora lançado cumprem os dois deveres de casa: de uma literatura erótica de qualidade e realmente "quentes".
Ora, tem algum problema quando um livro erótico não é tão erótico assim e não é boa literatura. Ou escancara no sexo ou conta uma história com qualidade. Se for as duas coisas, ótimo. Mas tem que ter pelo menos um desses dois ingredientes. Idem ao filme.
Mas não estou recomendando que não leiam os livros (se ainda não o fizeram) nem vejam o filme. Obviamente fica a critério de cada um, de acordo com o tempo disponível e com as opções nas livrarias e cinemas.
De minha parte acredito que, se ao número do título fossem somadas 19 unidades, eu me interessaria mais (de forma explícita, por favor). :)
Por enquanto vou tentar iniciar a leitura da trilogia "Condenada" de autoria de Chuck Palahniuk, o mesmo do aclamado "Clube da Luta" (vejam resenhas depois do artigo).
 
Onde foi parar todo o sexo de “Cinquenta Tons de Cinza”?
"Aqui vai uma crítica de “Cinquenta Tons de Cinza” que você provavelmente não estava esperando: não há sexo suficiente no filme!

Deveria ter muito mais. A roteirista Kelly Marcel (“Saving Mr. Banks”) originalmente preparou um flambé escaldante, mas os produtores e a Universal abaixaram a bola no momento em que as filmagens começaram.

É uma pena, porque Marcel realizou nada menos que um milagre aqui, transformando uma ficção ilegível, um lixo que de alguma forma pegou fogo, num script bem construído. Ao eliminar os elementos icônicos absurdos do livro (a “deusa interior”, os tampões, exclamações juvenis como “Oh, merda!”), o filme retrata uma luta pelo poder entre um milionário tarado e a uma estudante inocente por quem ele se apaixona inexplicavelmente.

Não há realmente nenhuma explicação por que Christian Grey (Jamie Dornan), que tem um um estábulo cheio de mulheres jovens para escolher, acha Anastasia Steele (Dakota Johnson) tão irresistível. Mas essa falha está impressa no DNA de “Cinquenta Tons”, que é na verdade apenas uma xerox de baixa definição da série “Crepúsculo”, com alguns nomes alterados para proteger os inocentes.

Então, nos resta acreditar na noção de combustão sexual espontânea — o coração, ou talvez um outro órgão, “quer o que quer”, certo? – e Christian Grey parte logo em perseguição a Anastasia Steele. Vamos nessa.

Dakota interpreta Anastasia com sussurros e constrangimentos — ela está muito esperta para ser a aluna inocente do livro, mas funciona — e quando o impulso vem ela não nega. O milionário de vinte e poucos anos, é claro, costuma conseguir o que quer. Dornan foi uma boa escolha até mesmo pelos olhos azuis, uma mistura inebriante de fera e calculista, e os diálogos de propaganda de cuecas não estragam o filme — o que, neste caso, é algo de muito louvor.

Muito tem se falado da química entre Dakota e Dornan química na vida real, ou a aparente falta dela. O site Jezebel garante que eles se odeiam. Se é verdade – e, na verdade, não há nenhuma boa razão para pensar assim – não aparece tela, em que Anastasia e Christian olham um para o outro com aquele apetite que parece que um vai voar na garganta do outro, o que significa que uma boa e velha trepada está a caminho.

E assim acontece. No final do primeiro ato, nós finalmente conseguimos o que esperávamos quando Anastasia e Christian fazem sexo pela primeira vez, e da forma mais convencional.

Não há nada realmente mais excitante do que dois atores de boa aparência fazendo sexo, mas é apenas um aquecimento para o que está por vir, certo? As coisas vão esquentar significativamente, nós sabemos.

Exceto… que não esquentam. Quando Christian finalmente mostra a Anastasia sua “sala de jogos”, o que vemos é mais ou menos a mesma cena de sexo, apenas com os olhos vendados, alguma luz rebaixada, mãos amarradas e o barulho suave de um chicote. Embora vejamos o corpo completamente nu de Dakota Johnson, não temos o de Dornan, algo que a equipe de relações públicas de “Cinquenta Tons” decidiu evitar.

O que vem a seguir é a ideia mais interessante em “Cinquenta Tons de Cinza”: que uma jovem mulher modesta, de origem humilde, pode encarar um bilionário bonito e até começar a dobrá-lo à sua vontade, por instigar sentimentos que ele não sabia que tinha.

Quando ele finalmente apresenta o contrato de “submissão”, ela reluta em assiná-lo porque está mais experiente. A luta pelo poder começa.

Drinques, edifícios de vidro, carros e helicópteros, mesmo um planador – ela não está ligando para nada disso, ainda não. E ela tem um bom motivo para ter reservas.

Isso porque Christian é muito ciumento, dominador e a persegue; ele tem uma tendência a surgir sempre onde Anastasia está. É mais do que perturbador, e ainda assim o filme opta por encobrir esses elementos do livro, que pintam Christian como um dominante implacável, insistindo em controlar todos os movimentos de Anastasia, mesmo quando não estão brincando com chicotes e algemas.

Forçada a decidir-se sobre o contrato, Anastasia primeiro quer que ele faça o seu pior, provavelmente para ver onde ela está se metendo. Então, finalmente assistiremos um pouco de BDSM [acrônimo para para “Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo”]? Finalmente?

A resposta: não.

Em seguida, o filme – que é excessivamente longo, com mais de duas horas – termina abruptamente, com uma sequencia de flagrantes armados que grotescamente nos empurram para fora da porta, deixando você sem saber se perdeu alguma coisa.

Não era, supostamente, você sabe, um filme de sexo? Não era supostamente uma espécie de filme terrível, mas, pelo menos, você sabe, super excitante?

Em vez disso, é apenas uma espécie de love story para maiores, sem graça o bastante para a categoria “tão ruim que é bom”, sem elegância ou sexy o suficiente para superar o atroz material original.

Isso é “Cinquenta Tons de Cinza”: nem terrível, nem supersexy. Mais ou menos assistível e morno. Decepcionante de um jeito próprio."

Fontes:
- Mashable
- DCM
Sobre a trilogia "Condenada" (Editora LeYa) citada na primeira parte do post:
"A jornada da pequena Madison descobrindo as agruras de estar no inferno!
Qual seria a melhor maneira de propagar a sensação de estar morto? Qual seria a melhor maneira de morrer? Madison Spencer, uma garota de treze anos já sabe como fazer. Aliás, Madison está morta. Tudo isso por conta de uma possível overdose de maconha. Mas, será que alguém consegue morrer de tanto fumar?
Filha de um casal milionário de cineastas, a garota de treze anos foi criada para usufruir das melhores coisas da vida e acabou morrendo por um pequeno deslize. Já no inferno, afinal, quem morre por overdose de maconha não pode ir para o Céu, a garota se vê cercada ? e amiga ? de um grupo um tanto quanto incomum: um nerd, um punk de cabelo azul, um possível jogador de futebol americano e uma patricinha com sapatos falsos. E é lá, no Inferno, com mensagens diretas ao Satã, que Madison passa a conhecer os problemas da vida, afinal a imortalidade nos traz ensinamentos e questionamentos que apenas situações complicadas nos trariam. Afinal, o que temos a perder e sobre o que mais poderíamos pensar?
Com aventuras e um toque de hilaridade, o escritor Chuck Palahniuk traz, por meio de Madison, um relato perturbador que nos toca diretamente no âmago do que acreditamos ser real. Primeiro livro de uma trilogia, “Condenada” nos convida para um conhecimento profundo sobre o Inferno, o Céu, a morte e, claro, a vida
."

Um pequeno resumo do que trata o segundo livro:
"A saga de Madison continua, agora no Purgatório! Madison Spencer, a menina morta mais animada do universo, prossegue com sua aventureira vida após a morte, iniciada em Condenada. Se no primeiro livro Chuck nos trouxe um inferno brilhante que só ele poderia imaginar, em Maldita a Terra é magistralmente retratada como o purgatório na obscura e retorcida visão apocalíptica deste provocante contador de histórias... Depois de um ritual de Halloween que deu errado, Madison fica presa no purgatório, ou, como é popularmente conhecido por mortais como eu e você, a Terra. Ela pode ver e ouvir cada detalhe do mundo que deixou para trás, no entanto, é invisível para todos os que ainda estão vivos. As pessoas não só podem olhar por entre ela, como andam através dela também. À medida que Madison revisita a dolorosa verdade do que aconteceu ao longo desses anos (incluindo um encontro perturbador e finalmente fatal em que... bem, deixa pra lá), sua saga de condenação eterna assume um novo e sinistro significado. Satanás teve Madison em suas vistas desde o início: por meio dela e de seus pais, verdadeiras celebridades narcisistas, ele planeja projetar uma era de condenação eterna. Para todos."

O terceiro livro ainda não saiu no Brasil, mas desconfio que Madison chegará ao Céu. Como será?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Feriadão de Carnaval: dicas (quase óbvias) para foliões e, sobretudo, não foliões

A festa do carnaval... para quem gosta.
Começa hoje, nesta sexta-feira 13, o Carnaval 2015. Na verdade já começou desde a semana passada. E provavelmente vai perdurar até depois da quarta-feira de cinzas, pelo menos em alguns lugares.
Para os grandes foliões, inveterados ou não, este é o grande momento do ano, o mais aguardado.
E dá-lhe trios elétricos, escolas de samba, blocos.
Me lembro que na sexta de carnaval era o dia preferido dos "Blocos de Sujos", que tocavam marchas e desfilavam com fantasias improvisadas. Não sei se essa tradição suburbana ainda persiste mas eu fiz parte dela, em tempos quase imemoriais.
Praia vazia no carnaval? Só se chover muito!
A questão é que existem também os "não foliões", muitos extremamente avessos ao Reinado de Momo.
É claro que esses darão o seu jeito. Se puderem se refugiar em um local bucólico junto à natureza, ótimo.
Mas podem montar um "bunker" em casa mesmo. Fazendo um estoque de alimentos, bebidas, livros, filmes, discos, etc.
As opções existem para quem quer fugir das ruas quentes e barulhentas, do cheiro de xixi, de foliões que exageram no álcool, dos tráfegos impedidos, dos beijos 'mononucleóticos' (rs).
Eu montei algumas estratégias, uma vez que faz um bom número de anos que abandonei o  posto de frequentador da Marquês de Sapucaí, dos salões de bailes de carnaval (quando isso existia) e dos blocos (quando era uma brincadeira tranquila e segura e não dependia tanto de vodka com energéticos).
Então serve como dica (ou 'guia de sobrevivência') a de ir ao supermercado e hortifruti até no máximo hoje. Faça a sua programação "gourmet" para os próximos cinco dias e leve a lista do que vai precisar comprar. Não esqueça da cerveja e das frutas para preparo da caipiríssima (compre vodka de boa qualidade, ok?), se gostar. Nem das carnes para o churrasco, se gostar.
Churrasqueira e 'chuveirão': boa opção
Como o refúgio praiano fica a cinco minutos (a pé) do mar, até dá para ir na praia em determinados horários mas, dependendo da distância que estiver, verifique antes se vale à pena o deslocamento, considerando também a frequência no local. Piscina (do clube, do prédio ou da casa) ou 'chuveirão' podem ser uma ótima opção se fizer calor desértico.
O mesmo cuidado com a questão dos deslocamentos tem de se dar também se quiser ir a cinemas, restaurantes ou qualquer outra opção fora do "bunker".
Dicas de livros já foram dadas aqui recentemente e com relação à filmes as melhores opções em cartaz no momento são os indicados ao Oscar. Isso se resolver ir ao cinema. DVDs, Blu-Rays e canais por assinatura são as opções caseiras. Inclusive tem alguns canais que vão fazer maratonas de filmes (por assuntos) e séries. Pesquisem.
No mais, aproveitem o feriadão de carnaval, foliões ou não, com uma programação de acordo com seu perfil e possibilidades.
Em tempo: para os três ou quatro que se interessarem, postaremos algumas "impressões" aqui no blog durante o período momesco. Mas não serão sobre carnaval. Nem política. Depois daremos uma desacelerada.
Bons filmes e livros, ar-condicionado, cerveja e caipivodka podem estar na lista do feriadão

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Para evitar ser 'engolido' pelas ruas

Reproduzimos artigo de autoria do jornalista Renato Rovai, publicado em seu blog.

PT e governo precisam ousar para não serem engolidos pelas ruas 
"No último post disse que abordaria o risco das ruas a partir do resultado da última pesquisa Datafolha sobre a queda de popularidade da presidenta Dilma. Ele é real. E quem fizer análises políticas desprezando-o, pode tomar uma senhora bola nas costas.

A oposição ganhou musculatura na última disputa eleitoral e conseguiu ampliar o número de militantes que se dispõe a debater política na rede e a ir pra rua disputar cada metro quadrado.

Num primeiro momento esse povo não se empolgou com a tese do impeachment. Até porque ela era absurda. Mal a eleição tinha acabado e os Bananas de Pijama já estavam batendo seus bumbos na Paulista liderados pelo velho Lobo.

Aquilo era só um teste ridículo, mas que valeu para verificar quantos fariam qualquer coisa pra tirar Dilma da presidência.

Naquele momento Dilma tinha uma popularidade bem diferente de agora. Hoje, a presidenta tem quase metade da população achando que seu governo é ruim e péssimo. E menos de ¼ que o consideram bom e ótimo.

Foram-se os anéis e boa parte dos dedos da popularidade num curtíssimo espaço de tempo.

E numa sociedade de 100 milhões de pessoas conectadas digitalmente, juntar 1 milhão de insatisfeitos em diferentes partes do país passa a ser um desafio menos delirante num ambiente desses.

Ou seja, após o Carnaval a oposição pode ter condições de botar seu bloco na rua de forma mais volumosa.

Isso é algo dado?

Evidente que não.

Vai depender de uma série de fatores e também de como o governo, o PT e os movimentos sociais que apoiaram a presidenta e foram escanteados no início deste segundo mandato vão se posicionar.

Dilma vai precisar mais do que nunca fazer sinais para quem a elegeu. Precisa mostrar que não traiu as promessas de campanha ao, por exemplo, levar Kátia Abreu para o ministério.

Ao mesmo tempo, o PT teria que iniciar uma urgente mobilização das suas bases pra reordenar sua agenda. Neste momento, talvez fosse o caso de o partido trucar. Já que defende o fim do financiamento de empresa será que não é o caso de já se antecipar ao tema e renunciar a esses recursos? É uma jogada de risco do ponto de vista eleitoral, mas talvez lhe dê discurso para retomar novos horizontes políticos.

Será que também não é hora mudar sua forma de diálogo com a base? Por exemplo, por que não fazer um grande dia de diálogo dos petistas com relatórios de todas as conversas para que isso fosse rapidamente organizado por uma equipe e resultasse num grande debate temático de ações?

Nada de pesquisa e nem votações, conversa e participação. Algo mais próximo do que se espera de um partido nos tempos de hoje.

Para que o governo e o PT não sejam vítimas da rua, é hora de apostar na ampliação radical da participação popular por todos os instrumentos possíveis.

O fato concreto é que. nos últimos tempos, quem nas crises apostou nos gabinetes para driblá-las, dançou feio. E quem não dançou usou a força bélica, como no Egito, onde os militares mataram centenas de militantes.

O governo vai ter de conversar com os deputados, senadores, governadores e mesmo com grandes empresários para buscar saídas a este momento muito mais complexo do que parece, mas se fizer só isso, vai ficar refém deles. E se as ruas vierem fortes, eles vão ser os primeiros a abandonar o barco.

Ou seja, a única alternativa real para não ser engolido por um novo junho com foco e uma palavra de ordem é a organização popular.

Mas para isso é preciso governar com os movimentos. Não dá pra fazer apenas sinais de que um dia as coisas serão diferentes."

Leiam também:
- FHC mergulhou na Lava-Jato
- JN “esqueceu” de dizer que Petrobrás se valorizou 7 vezes desde 2002
- Governo Dilma: Ainda dá tempo?
- Os sinais da crise política no Brasil

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A primeira entrevista do novo Presidente da Petrobras

Se saiu bem neste primeiro contato com a imprensa, Aldemir Bendine, o novo Presidente da Petrobras.
Seria melhor se fosse uma entrevista coletiva e não uma exclusiva, logo com o JN...
Mas Bendine soube explicar didaticamente a realidade para o telespectador mediano, sem cair em algumas maldosas "cascas de banana" colocadas pelo reporter.
Nesse aspecto foi até bom no sentido de dar respostas claras ao que o jornal global anda veiculando diariamente à exaustão.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Sem fios elétricos e sem tomadas


Uma das coisas que nos incomodam em nossas casa são as tomadas e fios elétricos.
Tem que ligar tudo na tomada.
E o que não depende de eletricidade mas de bateria, tem que ser recarregado... por fios!
Sem falar na fiação exposta nos postes dos centros urbanos, enfeando os espaços e promovendo curto-circuitos.
Se vislumbrarmos à frente, tomando como base o vídeo abaixo, podemos dizer que no futuro nos livraremos deste incômodo.
Pelo menos as próximas gerações.
Mas não sei não.
O que é mostrado como um avanço parece ser uma releitura do que o genial austríaco-croata Nikola Tesla demonstrou ser possível ainda no século XIX.
Só que suas ideias foram abandonadas porque seria energia elétrica planetária de graça.
Agora tudo retorna, sendo vendido.
E tem também a questão de possíveis danos à saúde.
Sem querer ser estraga prazeres.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Observatório da Imprensa e Blog da Cidadania: as pesquisas, a falta de transparência e os possíveis resultados da 'guerra' contra Dilma

Reproduzimos artigos analíticos dos jornalistas Luciano Martins Costa, do site Observatório da Imprensa, e Eduardo Guimarães do Blog da Cidadania.
Ambos foram publicados hoje, 09/02/2015.
O post ficou um pouco extenso mas vale a pena conhecer o outro lado das grandes questões atuais que a grande mídia não mostra.
 
A Falta de Transparência
"A pesquisa Datafolha, publicada no domingo (8/2) por todos os jornais de circulação nacional e com grande repercussão nos outros meios de comunicação, revela como a imprensa trabalha com uma agenda central e um discurso homogêneo. O ponto central da consulta é a popularidade da presidente da República, Dilma Rousseff, embora também tenham sido avaliados o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad.
Na segunda-feira (9), a imprensa analisa as consequências possíveis da queda na reputação da presidente e suas chances de reverter o processo de desgaste de sua imagem, claramente afetada pelo escândalo da Petrobras, mas também influenciada pelo noticiário negativo sobre a economia. Especialistas em comunicação dão suas opiniões, e, nos bastidores de Brasília, os jornalistas garimpam especulações que procuram mostrar um momento de indecisão e espanto nas hostes do governo petista.
Enquanto isso, as análises sobre a queda de popularidade do governador paulista se resumem a considerá-lo uma vítima do problema da falta de água na região metropolitana de São Paulo. A Folha de S. Paulo ajuda a empurrar a opinião no sentido de desvincular o governador da crise hídrica, com uma nova pesquisa segundo a qual 60% dos moradores da capital paulista aprovam o rodízio no fornecimento de água, enquanto outra consulta mostra que 65% dos brasileiros defendem o racionamento preventivo de energia elétrica.
A observação do conjunto noticioso e opinativo revela, mais uma vez, o que se tornou uma característica da mídia tradicional no Brasil: com base numa fonte supostamente objetiva, como uma pesquisa de opinião, formulam-se hipóteses que são claramente distorcidas pela manipulação dos editores. Assim, a perda de popularidade da presidente da República decorre de seus próprios erros, enquanto o governador paulista ganha a chance de corrigir os danos de sua omissão e incúria ao adotar tardiamente as medidas que deveria ter tomado muitos anos atrás.
Pesquisas sobre popularidade e falta de transparência Em suma, a leitura dos jornais indica que a presidente Dilma Rousseff é culpada pela situação da Petrobras e pelas dificuldades econômicas, e o governador de São Paulo é vítima das mudanças climáticas.
Mas falta transparência a Dilma, a Alckmin e à própria mídia.

Dilma no espelho
Como já se disse aqui em outras ocasiões, quando se analisa a imprensa não se está trabalhando necessariamente com a realidade, mas apenas com uma versão espelhada no ambiente midiático. No entanto, o reflexo desse espelho tende a influenciar a realidade, como se pode observar nas pesquisas de opinião que revelam o efeito do viés negativo sobre uma personagem e a condescendência com que outra figura é tratada pela imprensa.
No caso do governador paulista, há claramente um esforço para dar guarida a suas desculpas, enquanto a presidente da República é sitiada diariamente por manchetes negativas. No noticiário sobre o problema do abastecimento de água em São Paulo, a estratégia dos jornais foi, até aqui, evitar o debate sobre as causas da crise. Com exceção de um ou outro especialista, a maioria dos textos publicados deixa aberta a possibilidade de que tudo seja culpa de São Pedro. A imprensa evitou o debate sobre sustentabilidade, proposto por ativistas da questão ambiental, e restringiu o noticiário à diminuição das chuvas.
Na noite de quarta-feira (4/2), André Trigueiro, um dos mais premiados jornalistas brasileiros, apresentou no programa Cidades e Soluções (ver aqui), da GloboNews, uma reportagem na qual lembrava os alertas feitos em 2003 sobre as previsões de falta de água.
O programa alcançou apenas o público que acessa a TV a cabo perto da meia-noite. Por que não na emissora de maior audiência do grupo, a TV Globo? Por que não no horário nobre? Por outro lado, o noticiário que afeta diretamente a imagem da presidente da República está diariamente no Jornal Nacional e nas primeiras páginas dos jornais.
Representantes do governo federal citados pelos jornais se dizem chocados com a queda de popularidade da presidente e dão palpites sobre como melhorar suas relações com a imprensa. Na opinião de alguns consultores, a presidente da República estava certa ao conclamar seus ministros a entrar na “batalha da comunicação”, e o poder Executivo precisa aprender a lidar com os jornalistas.
Bobagem: os erros do governo têm que ser discutidos abertamente com a sociedade, com ampla transparência; a imprensa é um partido de oposição."

 dilma
Guerra política contra Dilma prejudicará a todos “democraticamente”
"Em 29 de junho de 2013, após três semanas seguidas de protestos diários pelo país, com centenas de milhares de pessoas indo à rua e promovendo o caos, o Datafolha divulgou pesquisa de opinião mostrando expressiva queda da aprovação a Dilma Rousseff, bem maior do que a verificada em pesquisa do mesmo instituto divulgada no último sábado.

Há cerca de um ano e meio, dos 57% de bom e ótimo que a presidente tinha antes de aqueles protestos eclodirem, o percentual caiu para 30%. Desta vez foi pior: Dilma perdeu 19 pontos percentuais, caindo de 42% para 23%, enquanto a taxa de ruim e péssimo explodiu, indo de 24% em dezembro para 44% agora.

O que é mais preocupante para a presidente é que, na pesquisa de junho de 2013, sua taxa de ruim e péssimo subiu de 9% para 25% e, agora, subiu de 24% em dezembro último para 44%. Desde o governo Fernando Henrique Cardoso que um presidente não tinha rejeição tão alta.

Apesar desse quadro tétrico, Dilma tem motivos para ter esperança de melhora. Assim como ela se recuperou do baque de junho de 2013 e acabou se reelegendo, ainda que por margem apertada, o mesmo pode acontecer ao longo do ano. Isso porque alguns dos motivos que estão presentes no novo desmoronamento de popularidade também estavam no anterior.

Análise ponderada dos fatos mostra que, assim como em 2013, desta vez também foi a esquerda que desencadeou a queda de popularidade acentuada da presidente. Mas não é só. Desta vez também está presente uma percepção popular sobre a economia que contribuiu para a queda de popularidade do ano retrasado.

Na pesquisa de junho de 2013, disparou para 44% a taxa dos que acreditavam que o desemprego iria aumentar; na pesquisa divulgada no sábado, o pânico com a economia foi ainda maior, com 60% temendo pelo emprego.

Em 2013, o medo da inflação também revelou uma das principais razões para a queda de popularidade da presidente. Em junho daquele ano, 54% acreditavam em disparada da inflação; hoje, o percentual, espantoso, é de 80%.

A grande semelhança entre os dois momentos é que em junho de 2013 tampouco havia razão material para o descontentamento da população com o governo federal. A população não se revoltava com o que estava acontecendo, mas com o que a induziram a crer que iria acontecer.

Hoje, como em 2013, o desemprego é baixíssimo, o salário subiu ainda mais e a inflação está controlada – terminamos 2014 com a inflação de novo dentro da meta.

Porém, assim como em 2013, de novo a esquerda (incluindo setores do PT) fomentou a revolta da população; essa esquerda (incluindo, de novo, setores do PT) desencadeou uma enorme ofensiva nas redes sociais contra nomeações de ministros considerados de direita – Katia Abreu, na Agricultura, e Joaquim Levy, na Fazenda.

A casa de Dilma começou a cair em novembro do ano passado, com manifesto de intelectuais que apoiaram a sua reeleição. Cerca de 30 dias após a presidente se reeleger, esses intelectuais fizeram uma acusação tácita a ela ao pedirem que cumprisse o programa de governo com o qual se apresentara nas urnas. Ou seja, acusaram-na de estelionato eleitoral.

Chega janeiro e Dilma nomeia os ministros Abreu e Levy, desencadeando uma onda de críticas à esquerda que foi aumentando mesmo após semanas das nomeações. Esperta, a mídia antipetista tratou de divulgar fartamente que o próprio PT e sua militância estavam acusando Dilma de estelionato eleitoral, enquanto Aécio dizia a mesma coisa.

A tese do estelionato eleitoral, agora contestada por boa parte dos próprios correligionários de Dilma e por ex-simpatizantes da candidatura presidencial do PT, tornou-se uma tsunami que engolfou a opinião pública.

Além disso, a mídia tratou de ludibriar a população inventando uma crise de energia elétrica  – que não existe – e, tacitamente, culpou o governo federal pela crise hídrica em São Paulo, onde, segundo o Datafolha, 53% acreditam que Dilma e o prefeito Fernando Haddad são responsáveis pelo racionamento velado de água que a população vem sofrendo.

Por fim, alguns formadores de opinião conseguiram “viralizar” a teoria de que Dilma deveria usar rede nacional de rádio e televisão para se defender das críticas, o que não poderia fazer sob pena de ser acusada judicialmente de usar um equipamento público para fins políticos, já que rede nacional, por lei, só pode ser usada para comunicar assuntos de interesse da população, nunca para fazer política – e Dilma se defender em rede seria fazer política.

A boa notícia é a de que, se o governo conseguir impedir que os vaticínios catastrofistas sobre a economia se materializem, sua popularidade irá se recuperar. Se não houver aumento do desemprego e da inflação, a parcela da opinião pública que foi colocada em pânico tende a reverter sua posição política.

A má notícia é a de que tudo o que está acontecendo na política está influindo drasticamente na economia. O tratamento escandaloso que a mídia vem dando à Operação Lava Jato pode obrigar a Justiça a impedir que as empreiteiras acusadas operem as grandes obras em curso no país, o que irá fazer o desemprego explodir. Além disso, investidores, assustados com o quadro político, tendem a se retrair.

O bombardeio político de Dilma e seu enfraquecimento em sua base de apoio, portanto, podem causar um desastre econômico, fazendo explodir o desemprego e a inflação. Nesse contexto, o país seria tomado pelo caos. Ressurgimento de novas manifestações de rua seria mais do que provável.

Na grande mídia, vários analistas vinham dizendo que tudo de que o PSDB e a mídia precisam para propor o impeachment de Dilma ao Congresso é perda de apoio popular. Com o último Datafolha, a direita ganhou o instrumento de que precisava. Porém, a expectativa é que espere a situação se agravar mais um pouco.

O que Dilma pode fazer é tentar dialogar com o país e, sobretudo, com os movimentos sindical e sociais e com setores do PT e da militância partidarizada ou independente que, até aqui, dizem aos quatro ventos que se arrependeram do voto na presidente por conta das nomeações daqueles dois ministros e de algumas medidas de austeridade no seguro-desemprego e em mais alguns outros benefícios trabalhistas,

Outra possibilidade que pode melhorar a perspectiva do país é o instinto de sobrevivência do empresariado. Inclusive do grande empresariado. A política está destruindo a economia brasileira e, com isso, eles amargarão prejuízos astronômicos enquanto os trabalhadores mergulharão no desemprego e no arrocho salarial.

Ou seja: a qualquer um que tenha cérebro não interessa continuar pondo lenha na fogueira contra Dilma, seja essa pessoa de direita, de centro, de esquerda, do que for. Contudo, o país vive uma catarse. A política está sabotando a economia e até quem não quer o caos cedeu ao canto da sereia da mídia ou de formadores de opinião independentes.

Na atual situação, só um pacto pela governabilidade e pela defesa dos interesses de TODOS – trabalhadores e empresários, esquerdistas e direitistas – pode evitar uma tragédia econômica que jamais aconteceria sem essa maldita guerra política que vem prejudicando tanto um país que tem tudo para continuar melhorando como vinha fazendo há mais de uma década.

Uma distensão política permitiria que terminássemos 2015 sem ganhos econômicos, mas sem desastre. Se prevalecerem os interesses políticos dos derrotados na eleição de 2014, porém, aí todos terão motivos de sobra para se preocupar. E a queda de Dilma não resolveria nada, só agravaria, pois quem a sucederia seria bem mais duro nos ajustes econômicos."

Leiam também: Um Novo Caminho Para a Petrobras

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Atenção Plena: para o bem-estar físico e emocional

Foto de G.C.B.
Um dos problemas que encontrava (na época que lia sobre isso) nos livros e revistas de auto-ajuda, é que muitas vezes coisas vendidas como novidades procedentes de pesquisas científicas em Universidades nada mais eram do que releituras de antigos ensinamentos e práticas orientais.
Só resolvi reproduzir o texto a seguir porque ele assume que a origem está na prática milenar da meditação, que muita gente acha que só pode ser feita em um determinado momento do dia. A "Atenção Plena" nada mais é do que um estado de meditação constante.
Creiam: não vão conseguir. Mas então porque preencho este espaço com isso? É que acredito que ao tomar conhecimento de certas informações podemos, pelo menos parcialmente, aplicar alguns itens em nosso dia a dia sem maiores esforços.  
O texto tem duas fontes: Psicologia Positiva BR e Revista Oasis.
A introdução é do Luis Pellegrini (que já foi editor da Revista Planeta), retirada de seu perfil no Facebook.

"Inventamos esta civilização da produtividade e do consumismo insustentáveis. Um modelo que pouco a pouco desmorona. E o modelo novo que irá substituí-lo ainda não surgiu perfeitamente consolidado. Tudo isso significa crise brava. Crise de transformação. É melhor, em situações como essa, nos prepararmos para a sobrevivência. Física, psíquica, mental e espiritual. Para ajudar, ciência e espiritualidade dão-se as mãos e oferecem a técnica da Atenção Plena. Uma nova postura interna que poderá nos ajudar a tocar o barco sem naufragar, em busca de tempos melhores." (Luis Pellegrini)
Um mundo agitado e estressante
Atenção Plena: práticas para o bem-estar físico e emocional
Atenção plena (mindfulness, em inglês) é a prática de, propositadamente, focalizar sua atenção no momento presente e aceitá-lo sem julgamento. Atualmente sob exame científico, ela já é considerada um elemento-chave para a felicidade e o bem-estar

Baseado em um relatório especial de saúde publicado pela Harvard Health Publications

"Este é um mundo agitado. Você dobra a roupa enquanto mantém um olho nas crianças e outro na televisão. Planeja seu dia enquanto ouve o rádio e desloca-se para o trabalho e, em seguida, planeja seu fim de semana. Mas na pressa de realizar tarefas necessárias, você pode se ver perdendo sua conexão com o momento presente – perdendo o que está fazendo e como está se sentindo. Você notou se estava descansado esta manhã ou que havia margaridas ao longo do trajeto para o trabalho?

Uma técnica muito antiga está sendo resgatada pelas modernas ciências do comportamento com o objetivo de sanar ou pelo menos minimizar esse sério problema: é o método da atenção plena. O cultivo da atenção plena tem raízes no budismo, mas a maioria das religiões inclui algum tipo de oração ou técnica de meditação que ajuda a levar seus pensamentos das preocupações habituais para uma apreciação do momento e uma perspectiva mais ampla da vida.

O professor emérito Jon Kabat-Zinn, fundador e ex-diretor da Clínica de Redução de Estresse do Centro Médico da Universidade de Massachusetts (EUA), ajudou a trazer a prática da meditação da atenção plena para a medicina tradicional e demonstrou que praticar a atenção plena pode trazer melhorias nos sintomas tanto físicos quanto psicológicos, além de mudanças positivas nas atitudes e comportamentos e nas atitudes em termos de saúde.

A atenção plena melhora o bem-estar
Aumentar sua capacidade de atenção plena dá suporte a muitas atitudes que contribuem para uma vida feliz.

Estar plenamente atento torna mais fácil saborear os prazeres da vida à medida que eles ocorrem, ajuda você a se engajar totalmente nas atividades e cria uma capacidade maior de lidar com eventos adversos.

Ao se concentrarem no aqui e agora, muitas pessoas que praticam a atenção plena consideram que são menos propensas a ficar presas em preocupações sobre o futuro ou arrependimentos sobre o passado, inquietam-se menos com as preocupações sobre o sucesso e a autoestima e são mais capazes de estabelecer conexões profundas com os outros.
A atenção plena melhora a saúde física

Se um maior bem-estar não é um incentivo suficiente, os cientistas descobriram que os benefícios das técnicas de atenção plena ajudam a melhorar a saúde física de diversas maneiras. A atenção plena pode:

ajudar a aliviar o estresse

tratar doenças cardíacas

baixar a pressão arterial

reduzir dores crônicas

melhorar o sono

aliviar problemas gastrointestinais

A atenção plena melhora a saúde mentalNos últimos anos, os psicoterapeutas têm se voltado para a meditação da atenção plena como um elemento importante no tratamento de uma série de problemas, incluindo:

depressão

abuso de substâncias

distúrbios alimentares

conflitos de casais

transtornos de ansiedade

transtorno obsessivo-compulsivo

Alguns especialistas acreditam que a atenção plena funciona, em parte, por ajudar as pessoas a aceitar suas experiências – incluindo emoções dolorosas – em vez de reagir a elas com aversão e fuga.

Tem-se tornado cada vez mais comum combinar a meditação da atenção plena com a psicoterapia, sobretudo a terapia cognitivo-comportamental. Esse desenvolvimento faz sentido, uma vez que a meditação e a terapia cognitivo-comportamental partilham o objetivo comum de ajudar as pessoas a adquirir uma perspectiva sobre pensamentos irracionais, não adaptáveis e autodestrutivos.
Técnicas de atenção plena

Há mais de uma forma de praticar a atenção plena, mas o objetivo de qualquer técnica de atenção plena é alcançar um estado de alerta, um relaxamento focado ao prestar atenção deliberadamente nos pensamentos e sensações, sem julgá-los. Isso permite que a mente se reconcentre no momento presente. Todas as técnicas de atenção plena são uma forma de meditação.

Meditação de atenção plena básica – Sente-se calmamente e se concentre na sua respiração natural ou em uma palavra ou mantra (sílaba, palavra ou verso religioso) que você repita em silêncio. Deixe os pensamentos irem e virem, sem julgá-los, e volte a focar na respiração ou mantra escolhido.

Sensações do corpo – Observe sensações corporais sutis, como uma coceira ou formigamento, sem julgamento, e deixe-as passar. Observe cada parte do seu corpo em sequência, da cabeça aos pés.

Área sensorial – Observe visões, sons, cheiros, gostos e toques. Nomeie-os “visão”, “som”, “cheiro”, “gosto” ou “toque” sem julgá-los e deixe-os ir.

Emoções – Permita que as emoções estejam presentes sem julgá-las. Pratique nomear as emoções de forma estável e descontraída – “alegria”, “raiva”, “frustração”, por exemplo. Aceite a presença das emoções sem julgá-las e deixe-as ir embora.

Navegar pelas compulsões – Encare as ânsias (para substâncias ou comportamentos de dependência) e deixe-as passar. Observe como seu corpo se sente conforme a ânsia se instala. Substitua o desejo para que a ânsia vá embora pela certeza de que ela vai diminuir.
Meditação e outras práticas que promovem a atenção plena
A atenção plena pode ser cultivada através da meditação de atenção plena, um método sistemático de concentrar sua atenção.
Você pode aprender a meditar por si mesmo, seguindo as instruções em livros, CDs ou fitas. No entanto, pode contar com o apoio de um instrutor ou um grupo para responder a perguntas e ajudá-lo a ficar motivado. Procure alguém que use a meditação de forma compatível com as crenças e objetivos que você tem.

Se você tiver alguma condição de saúde que exija cuidado especial, pode preferir um programa com orientação médica que incorpore meditação. Pergunte ao seu médico ou hospital sobre grupos locais. Muitos hospitais públicos e postos de saúde já incorporaram a técnica.
Começando por conta própria

Alguns tipos de meditação envolvem basicamente concentração – repetir uma palavra ou frase ou concentrar-se na sensação da respiração, permitindo que a série de pensamentos que inevitavelmente afloram venha e se vá. As técnicas de meditação de concentração, assim como outras atividades, como tai chi ou ioga, podem estimular a conhecida resposta de relaxamento, que é muito importante para reduzir a resposta do corpo ao estresse.

A meditação de atenção plena se baseia em práticas de concentração. Veja como funciona:
Siga o fluxo – Na meditação de atenção plena, depois de estabelecer a concentração, você observa o fluxo de pensamentos, emoções e sensações corporais sem julgá-los como bons ou maus.

Preste atenção – Você também percebe sensações externas, tais como sons, visões e toque, que compõem sua experiência do momento presente. O desafio é não se agarrar a uma determinada ideia, emoção ou sensação, ou ficar atolado pensando sobre o passado ou o futuro. Em vez disso, você assiste ao que vai e vem em sua mente e descobre quais hábitos mentais produzem uma sensação de bem-estar ou sofrimento.

Fique com ele – Às vezes, esse processo pode não parecer nada relaxante, mas com o tempo ele fornece uma chave para aumentar a felicidade e o autoconhecimento, conforme você se sentir confortável com uma gama cada vez mais ampla de experiências.
Pratique a aceitação

Acima de tudo, a prática de atenção plena envolve aceitar o que surge em sua consciência a cada momento. Trata-se de ser gentil e perdoar a si mesmo.

Foto: L.F.A.

Algumas dicas para ter sempre em mente:
Redirecione gentilmente – Se sua mente vagueia em planejamento, devaneio ou crítica, observe aonde ela foi e gentilmente redirecione-a para sensações no presente.

Tente repetidas vezes – Se perder a sessão de meditação que planejava, simplesmente comece de novo.

Ao aceitar sua experiência durante a meditação, fica mais fácil para você aceitar o que lhe surgir à frente durante o resto do dia.

Cultive a atenção plena informalmente
Além da meditação formal, você também pode cultivar a atenção plena informalmente, concentrando a atenção em suas sensações a cada instante durante as atividades cotidianas. Isto é feito fazendo-se uma coisa de cada vez e dando-lhe toda a atenção. Enquanto você usar o fio dental, brincar com o cachorro ou comer uma maçã, por exemplo, desacelere o processo e esteja totalmente presente conforme ele se desenrola e envolve todos os seus sentidos.

Exercícios para tentar por sua conta
Se a meditação de atenção plena atrai você, ir a uma aula ou ouvir uma fita ou CD de meditação pode ser uma boa forma de começar. Enquanto isso, aqui estão dois exercícios de atenção plena que você pode tentar fazer sozinho.
raticando a meditação de atenção plena

Este exercício ensina a meditação de atenção plena básica:

1) Sente-se em uma cadeira de espaldar reto ou de pernas cruzadas no chão.

2) Concentre-se em um aspecto de sua respiração, como as sensações do ar fluindo em suas narinas e fora de sua boca, ou sua barriga subindo e descendo enquanto você inspira e expira.

3) Uma vez que você tenha estreitado a abrangência de sua concentração dessa forma, comece a ampliar o foco. Conscientize-se de sons, sensações e suas ideias.

4) Abrace cada pensamento ou sensação e considere-o sem julgá-lo bom ou ruim. Se sua mente começa a fugir, volte seu foco para a respiração. Em seguida, expanda sua consciência novamente.
Foto: L.F.A.

Invista em si mesmo
Os efeitos da meditação de atenção plena tendem a ser relacionados com a dose – quanto mais você faz, mais efeito tem normalmente. A maioria das pessoas acha que é preciso pelo menos 20 minutos para a mente começar a se acalmar, por isso essa é uma forma razoável para iniciar. Se você está pronto para um compromisso mais sério, Jon Kabat-Zinn recomenda 45 minutos de meditação, pelo menos seis dias por semana. Mas você pode começar praticando as técnicas descritas aqui por períodos mais curtos.
Aprendendo a permanecer no presente

Uma abordagem menos formal para a atenção plena também pode ajudá-lo a permanecer no presente e participar plenamente da sua vida. Você pode escolher qualquer tarefa ou momento para praticar a atenção plena informal, esteja comendo, tomando banho, andando, tocando um parceiro ou brincando com um filho ou neto. Atender a esses requisitos vai ajudar:

* Comece trazendo sua atenção para as sensações em seu corpo

* Respire pelo nariz, permitindo que o ar vá para a parte inferior da barriga. Deixe seu abdômen se expandir plenamente.

* Agora respire pela boca

* Observe as sensações de cada inspiração e expiração

* Prossiga nessa atividade lentamente e com o firme propósito de concluí-la

* Envolva seus sentidos plenamente. Observe cada visão, toque e som de forma que você saboreie toda sensação.

* Quando notar que sua mente fugiu do que estava fazendo, traga delicadamente sua atenção de volta para as sensações do momento."

Dica do blog: no trabalho, em casa, em uma fila ou nos deslocamentos, que tal colocar um fundo musical que transmita um pouco de tranquilidade?