sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Pinturas: Realismo Mágico


Hoje resolvi mostrar as incríveis impressões de alguns pintores.
O certo seria abordar os protestos marcados para o próximo domingo, dia 16, mas isso eu fiz hoje no Blog de Luiz Felipe Muniz, confiram lá.
O primeiro contato que tive com essas obras foi de uma forma curiosa. Há uns dez, quinze anos, eu tinha o hábito de fazer seleções musicais temáticas especiais e gravar em CDR. Na verdade uma versão atualizada daquelas antigas coletâneas que fazíamos nas extintas fitas K-7 (eu ainda guardo algumas e tenho um toca-fitas ainda!). Esse hábito é citado no livro "High Fidelity", já adaptado para o cinema (mas o livro é melhor).
Hoje, em época de mp3, pen-drivers, cartões, streaming, etc., até essas gravações de CDs perderam o sentido. No entanto continuo ouvindo meus CDs (originais) e LPs.
Mas, voltando ao tema, eu gostava também de montar as capas no computador e imprimi-las. Precisava então de boas imagens, que retratassem de alguma forma aquelas canções. Foi quando comecei a descobrir uma porção de pinturas legais que, vim descobrir depois, eram em sua maioria de "realismo mágico".
Em um primeiro momento podemos categorizá-las como Surrealistas, mas ouvi dizer que nesse estilo as ideias não são pensadas, vem direto do subconsciente. No caso desses pintores a criação é feita a partir de uma análise e de uma busca de surpreender aquele que se depara com a obra.
Mas não há dúvida que foram influenciados pelos grandes mestres surrealistas.
Podemos registrar também que essas pinturas, de uma forma até paradoxal, também contém elementos de Hiperrealismo. Neste caso tem mais a ver com a técnica, a incrível capacidade dos artistas retratarem com realismo o que imaginaram.
Vem da união desses dois gêneros o que - imagino eu - podemos chamar de "Realismo Mágico" ou "Realismo Fantástico", neste caso não estamos falando na escola literária, mas obviamente pode ser considerada uma resposta pictórica a ela.
"A principal mensagem de suas obras é que não podemos (e nem devemos) acreditar naquilo que enxergamos num primeiro momento: é preciso um olhar mais demorado; uma visão mais ampla". E não devemos entender essa consideração apenas pelo aspecto visual, mas como uma observação sobre todos os aspectos da vida.
Apresento-lhes então uma pequena seleção desse atraente estilo de retratar a realidade, modificando-a, criando um novo (possível?) mundo em comunhão com esse que conhecemos.
Em tempo: talvez o principal nome dessa escola seja o do canadense Rob Gonsalves e sua incrível obra. Ele é chamado "o mestre da ilusão".












3 comentários:

  1. Olá!! Tudo bem? Adorei. Eu já tinha visto algumas dessas imagens em gravuras mas não sabiam de quemveram nem que existia esse estilo
    Demaissss.

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