quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Brasil: a menor taxa de desemprego

Ok, Ok. A coisa não está boa e pode ficar ainda pior.
No Brasil e no mundo.
Bem, isso é o que mostram as análises e algumas realidades planetárias. É fato.
Mas, se politicamente for possível "escolher a catástrofe" (como diria o Isaac Asimov), vamos priorizá-la para atender nossos interesses, dirão os barões da mídia.
Assim, cinco mortos na França são mais importantes que dois mil na Nigéria. Por exemplo.
Outra? Minimizemos a falta de iniciativa de São Paulo ao longo dos anos em sua crise hídrica e vamos generalizar para diluir (se tiver água) a responsabilidade de gerenciamento do governador (com g minúsculo, please).
No entanto, se tiver alguma notícia boa vinda do Governo Federal, então vamos desqualificá-la, colocando uma porção de "mas...".
Acabo de saber que o nível de desemprego de 2014 teve o menor índice já registrado - desde que começou a ser medido em 2002 - veja (Veja não, leia) artigo do DCM abaixo.
Com certeza os "anal-listas" neoliberais vão dar um jeito de mostrar por "A menos B" que trata-se de um dado negativo. Vejamos (epa!) o J10 hoje para conferir.
E atenção: não podemos permitir que esse caminho de pleno emprego e da retirada do Brasil do Mapa da Fome da ONU entre em retrocesso. Nem que a vaca tussa, caro Levy.
Desemprego tem o menor nível desde 2002
Segundo dados do IBGE, 2014 registrou 4,8% de taxa de desemprego; desde que o instituto começou a registrar as taxas de emprego, em 2002, esta é a menor registrada
Por Redação
"De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (29), o ano de 2014 registrou uma taxa de desemprego de 4,8% que, de acordo com o estudo seriado do instituto, é o menor índice registrado desde 2002 pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME).

Em 2014, a média anual da população desocupada foi estimada em 1,176 milhão de pessoas, 10,8% inferior à média de 2013, que registrou 1,318 milhão. O índice de população ocupada teve um recuo de 0,1% em relação ao ano passado, passando de 23,116 milhões para 23,087 milhões de pessoas.

O nível de desemprego chegou a 4,3% no mês de dezembro de 2014, uma queda em relação ao mês de novembro, que registrou 4,8%, mesma taxa registrada no mês de novembro de 2013, mantendo o menor nível de toda a série histórica desde 2002.

Os dados utilizados pelo PME dizem respeito às regiões metropolitanas de Recife (PE), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS). O levantamento não inclui no cálculo de desemprego pessoas que não estão trabalhando, mas que não estão procurando emprego.

Para acessar o estudo na íntegra, clique aqui. "

Um comentário:

  1. POR PAULO NOGUEIRA:
    Por que a mídia desprezou um economista cultuado como Roubini em sua visita ao Brasil?

    Nouriel Roubini é o que existe de mais próximo em celebridade no campo dos economistas.

    Em Davos, poucos dias atrás, ele estava sempre cercado de jornalistas. Um vídeo em que ele fala sobre a economia americana com um jornalista da Bloomberg viralizou.

    Todo mundo quer saber o que Roubini, iraniano radicado nos Estados Unidos, pensa.

    Por fortes razões.

    Credita-se a ele ter percebido, em primeiro lugar, o colapso econômico de 2008, do qual até hoje o mundo não se recuperou.

    Tudo isto posto, Roubini esteve no Brasil, para uma palestra promovida ontem pelo banco Credite Suisse, e foi desprezado pela imprensa nacional, num momento em que só se fala de economia.

    Burrice coletiva?

    É sempre uma possibilidade, mas a explicação mais plausível para a mídia ignorar um economista com as credenciais mundialmente reconhecidas como Roubini é a seguinte.

    Roubini não está falando as coisas que as empresas jornalísticas gostam de ouvir e transmitir a seu público – ou a suas vítimas, numa linguagem mais franca.

    No encontro oferecido pelo Credite Suisse, Roubini disse que vê com “otimismo cauteloso” o governo Dilma neste começo de segundo mandato.

    Ora, mas não está tudo errado? O apocalipse não é uma questão de horas, conforme os donos da mídia e seus porta-vozes dizem, repetem, berram?

    Roubini rechaçou também comparações entre o caso brasileiro e o venezuelano. Não, disse ele, o Brasil não está se tornando uma república “bolivariana”, na acepção sinistra que a imprensa dá à palavra.

    Gênios como Míriam Leitão, Carlos Sardenberg e Rodrigo Constantino – perto dos quais o que é Roubini? – monopolizam os microfones que são negados, no Brasil, a Roubini.

    Assim funciona a mídia brasileira.

    Você pega uma nulidade como Marco Antônio Villa e tenta transformá-lo em referência em política, economia, história e o que mais for.

    Você lhe dá espaço em jornais, revistas, tevês. Basta que ele diga as coisas que diz.

    É um entre múltiplos casos.

    Roubini não serve – a não ser que preveja o colapso brasileiro. Aí você o verá nas páginas amarelas da Veja, no Roda Viva, nos programas da Globonews.

    Do ponto de vista internacional, Roubini tem dito coisas abominadas pela mídia.

    Em Davos, ele disse que os Estados Unidos vivem um regime de plutocracia – o governo dos ricos – e não democracia.

    Com as doações milionárias a políticos em campanhas, disse Roubini, os ricos americanos acabam influindo decisivamente nas leis.

    O povo? O povo que se dane.

    Está aí, segundo ele, o principal fator do crescimento da desigualdade nos Estados Unidos.

    Ele apoiou a intenção de Obama de taxar mais a plutocracia e diminuir a carga dos demais.

    No Brasil, a semelhança é desconcertante. As doações milionárias de empresas dão no que dão.

    Para piorar, um ministro do STF, Gilmar Mendes, se julga no direito de segurar um projeto sobre o tema por um ano – sem dar satisfações a ninguém.

    “Bolivarianamente”, ele usurpa funções legislativas que não lhe cabem. Gilmar Mendes chegou ao STF mediante um único voto: o de FHC.

    Tudo somado, é melhor esquecer que Roubini existe e está no país – pelo menos na ótica torta e viciada da mídia brasileira.

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-a-midia-desprezou-um-economista-cultuado-como-roubini-em-sua-visita-ao-brasil/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=por-que-a-midia-desprezou-um-economista-cultuado-como-roubini-em-sua-visita-ao-brasil

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