domingo, 13 de setembro de 2015

Musa da Semana (especial): Gisele Bündchen

Ao longo de muitos anos lá no Blog do Luiz Felipe Muniz, tínhamos todas as sextas-feiras a requisitada seção "Musa da Semana".
No momento suspendemos esta rotina mas a série não foi encerrada. Eventualmente reaparece, sem uma sequencia, desde que o tempo nos permita e haja algo realmente especial.
Bem, nesse último item, sempre tem alguma coisa especial, convenhamos.
E o que motivou este foi o lançamento anunciado pela Taschen, maior editora de livros de arte do mundo, sediada na Alemanha. Na Bienal que está sendo realizada no Rio a Taschen trouxe uma amostra da edição que vai ser lançada mês que vem: um retrospecto fotográfico da nossa querida Gisele Bündchen, a top das tops nos últimos 20 anos.
No livro haverá imagens inéditas e outras já famosas.
O objetivo é comemorar as duas décadas da carreira da brasileira mais famosa da atualidade com mais de 300 fotografias registradas por respeitados fotógrafos ligados à moda, como Irving Penn, Mario Testino, David Sims, Paolo Roversi, Peter Lindbergh, Mert & Marcus entre outros.
No total, mais de 500 páginas de Gisele!
O problema: a edição de luxo em inglês é limitadíssima. Apenas 2.500 cópias. E o preço, salgado, possivelmente algo em torno de R$ 2.300,00. Então já viu que não vamos comprar, né?!
O jeito é fazer a nossa própria homenagem aqui, selecionando algumas fotos que provavelmente estarão nas páginas do livro - para poucos - da Taschen.

P.S.: Não entrarei aqui em detalhes sobre a fase atual da vida particular dela. Os sites de fofocas já dão conta disso.

E viva Gisele!















quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Improvisando Soluções (ou: como o Jazz - e a música - pode ajudar sua vida)

Da série do blog "The Book Is On The Table"
Tenho lido menos livros do que gostaria. E visto poucos filmes em relação ao meu interesse. E tem muitos CDs e LPs nas estantes pedindo para serem ouvidos com calma. E o motivo é o mesmo de sempre: o tempo consumido com deslocamentos, trabalho e obrigações diversas me impedem de realizar o desejado. Poderia incluir ainda viagens (neste caso soma-se a questão financeira, nem sempre favorável), atividades físicas, encontro com amigos, etc. Mas não estou reclamando. Só registrando um fato que, desconfio, está afetando muita gente atualmente.

No entanto o post é para comentar brevemente um livro. Condições adversas na saúde (forte estiramento muscular ainda em recuperação) me afastaram por algum tempo do trabalho e, no repouso, andei atualizando algumas leituras. Pelo menos isso, né?!
Pesquisando em uma dessas livrarias virtuais me interessei pela obra "Improvisando Soluções" (2006) e encomendei, mais até pelo seu autor, de quem já tenho os livros "Rock: do Sonho ao Pesadelo" (editado em 1984), "O que é Jazz" e "Rock, da Utopia à Incerteza" (também dos anos 80). Livros que se referem à música sempre despertam meu interesse.

O nome dele é Roberto Muggiati, um curitibano que ganhou o mundo fazendo jornalismo musical (eventualmente político) e escreveu dezenas de livros. O que me chamou atenção nesta obra é que ele se propunha a unir dois temas bem diferentes: histórias interessantes da vida dos grandes nomes do Jazz e, ao utilizar esta "ferramenta", mostrar o Jazz "como exemplo para alcançar o sucesso". Auto-ajuda? Mais ou menos. Dicas e comentários para o leitor prestar atenção nos exemplos de vida. Sucesso neste caso não definido como o tripé clássico da nossa sociedade, medido do ponto de vista materialista: fama, dinheiro e poder. Sucesso no sentido de "satisfação espiritual, qualidade de vida, amor a si mesmo e aos outros, respeito à natureza e o prazer de fazer aquilo de que se gosta". Nesta linha, ao apresentar fatos específicos das biografias jazzísticas, aproveita e levanta temas como "abraçando o acaso", "usando a imaginação", "superando adversidades", "agilizando a mente", "rompendo barreiras", etc.
Uma boa dica

Para isso se utiliza de diversos conceitos apresentados ao longo da obra, como do "eu mínimo", formulado pelo psicólogo Christopher Lasch no livro "The Minimal Self": "Numa época carregada de problemas, a vida cotidiana passa a ser um exercício de sobrevivência. Vive-se um dia de cada vez. Raramente se olha para trás, por medo de sucumbir a uma debilitante nostalgia; e quando se olha para frente, é para ver como se proteger contra os desastres que nos aguardam. Em tais condições, a individualidade transforma-se numa espécie de bem de luxo, deslocada numa era de iminente austeridade. A individualidade pressupõe uma história pessoal, amigos, família, uma sensação de se estar situado. Ameaçado, o eu se contrai num núcleo defensivo, em guarda diante da adversidade. O equilíbrio emocional exige um eu mínimo, não o eu soberano do passado."

Curiosamente, Muggiati faz algumas confissões, como quando conta em detalhes, uma vez em Paris, quando pensou em suicídio. É no capítulo cujo título é revelador "O Jazz salvou a minha vida": Quando troquei Curitiba por Paris, minha cabeça estava cheia daquele amor romântico-existencialista dos filmes em preto-e-branco da nouvelle vague. Envolvi-me com uma baiana desarraigada, alguns anos mais velha que eu, que tinha um caso complicado com um francês muito rico e me usou como peça no tabuleiro amoroso para provocar ciúmes no amante. Atirar-me nas águas frias do Sena foi o plano final que se formou na minha cabeça; depois de dois dias bebendo vinho barato e remoendo a perda da minha baiana, tomei a direção do rio. Ao sair do hotel, parei de repente. Ouvi um som que se projetava da janela fracamente iluminada de um prédio na vizinhança. 
Paris à noite e o Rio Sena 
Lento e suave, um saxofone tenor tocava "Round About Midnight", de Thelonious Monk, a mais bonita melodia do jazz. Fiquei petrificado na rua de paralelepípedos, escutando aquele saxofone solitário que se insinuava no silêncio da noite parisiense. Aos poucos, com a música se perdendo à distância, tomei o rumo oposto e caminhei para as luzes do boulevard Saint-Germain, onde fui repensar a minha vida sentado num restaurante de calçada diante de uma travessa de ostras frescas e de uma taça de vinho branco gelado. O francês é sábio: não há chagrin d’amour que resista ao instinto do bon goûter. O projeto de suicídio foi adiado — com relativo sucesso — até hoje, 46 anos depois. A propósito, o anjo salvador foi o saxofonista Barney Wilen, que morava por ali e havia tocado até com Miles Davis.

"Improvisando Soluções" tem 300 páginas e está em catálogo pela Best Seller, do Grupo Editoral Record. Preço: R$ 30,00.
O autor na década de 80
Sobre o autor: Roberto Muggiati nasceu em Curitiba e é jornalista desde 1954. Trabalhou na BBC de Londres nos anos 1960 e foi editor de MANCHETE, FATOS&FOTOS e VEJA. Publicou diversos livros, entre eles e MAO E A CHINA, ROCK: O GRITO E O MITO e A CONTORCIONISTA MONGOL. Saxofonista bissexto, aprendeu com o jazz que não existe beleza maior do que o "som da surpresa" e que a vida não passa de uma grande improvisação.

Sobre o livro: Modelo de improvisação por excelência, o jazz legou ao mundo um número extraordinário de talentosos artistas. Em IMPROVISANDO SOLUÇÕES, Roberto Muggiati comenta como tudo começou e apresenta pequenas biografias das estrelas jazzísticas, recheadas de curiosos e impressionantes exemplos de como as soluções podem ser encontradas. Nesta obra, você descobrirá o que Louis Armstrong, Billie Holiday, Hermeto Pascoal, Sonny Rollins, João Gilberto, entre outros, têm a ensinar sobre superação.



No entanto, para quem acha que Jazz é coisa do passado, que tal saber que ele está mais vivo do que nunca, com festivais em todas as partes do mundo e lançamentos de coisas novas, como este da Ambient Jazz Esemble, ótimo CD com sonoridade moderna, editado em 2015?!



quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Chillout, Downtempo, Ambient, Lounge: novas formas de fusão musical para novos tempos


Como fazer uma música que seja calma e relaxante, que nos ajude como fundo musical nesses tempos corridos, mas que não seja necessariamente 'sonolenta'? E que possa ser usada até mesmo para dançar e, se o ouvinte assim o quiser, também para 'desestressar'? Ou para ouvir enquanto lê um bom livro ou navegar na Internet? Ou apenas para deitar no sofá e deixar rolar?

A reposta está no uso da eletrônica, na escolha do ritmo correto, na busca de 'batidas' ora ancestrais, ora baseadas em folk music e em ideias desenvolvidas fora do eixo anglo-americano, como Bossa-Nova, por exemplo. Mas o Jazz e o Pop e suas diversas correntes normalmente não estão descartadas.

O resultado conseguido por produtores e músicos deram em gêneros musicais batizados com diversas denominações, como Chill-Out, Downtempo, Ambient Techno, Dub, Lounge, Jazzy, Nu-Soul, Trip-Hop, etc. Esses rótulos guardam diferenças entre si, muitas vez não muito perceptíveis.

Normalmente são utilizados instrumentos acústicos junto com os eletrônicos, ou as vezes são músicas produzidas diretamente no computador com a ajuda de ferramentas musicais diversas. Podem ser somente instrumentais ou ter uma cantora como convidada.

Selecionei quatro músicas de grupos-músicos-produtores diferentes bem atuais (desta vez nada dos anos 1970, ok?!) para ilustração do que descrevo aqui: o alemão Jens Buchert, o italiano Il Santo, o franco-alemão Club des Belugas e o germânico-americano David Douglas.

Com tanta coisa negativa rolando por todos os lados, vale a pena abrir espaço na agenda para uns sons leves e sensuais para levantar um pouco o astral (epa! Atualizei os estilos e as músicas, mas parece que a linguagem não: "astral" é coisa da década do Movimento Hippie!).

Enjoy.